Atualização -Percursos pedestres recomendados ilha da Madeira

“A Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza informa que, de acordo com o levantamento efetuado até ao momento, e sem prejuízo de atualizações futuras, já se encontra transitável a vereda oeste (pelos túneis) referente ao percurso pedestre PR 1 Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Pico Ruivo). Refira-se, no entanto, que a vereda este (pelo Pico das Torres) mantém-se encerrada“.

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Programa «Paysage d’Ici et d’Ailleurs” – Paisagens da Madeira

O Canal franco-alemão ARTE-TV, realizou um programa «Paysage d’Ici et d’Ailleur” sobre paisagens da ilha da Madeira, no participei com muito gosto para falar nas minhas/nossas levadas, objecto de estudo das minhas teses de mestrado e de doutoramento.

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A importância das campanhas promocionais e dos imaginários

Numa aula de Imaginários Turísticos discutia-se a importância das campanhas promocionais, dos imaginários como elementos fulcrais na escolha de determinado destino. Hoje deparo-me com um exemplo que poderá ser um case-study daqui a umas semanas. A DRT lançou recentemente uma campanha no Canal Eurosport no qual se promove a Ilha da Madeira como destino activo. Poderia teorizar sobre isto mas não é o momento. O que sobressai é efectivamente um vídeo no qual se mostram as inúmeras potencialidades de um destino, o qual foi objecto da minha tese de doutoramento. E posso finalmente dizer, que este video é suficiente para chamar os ‘walkers’ e/ou ‘hard-walkers’ dos vários mercados.

Dois terrenos, duas fotos

Os meus terrenos sempre se situaram na mesma área geográfica (a ilha da Madeira) por várias razões. Uma delas prende-se com o fascínio em ‘exercer’ uma ‘Antropologia em casa’. Eu gosto de viajar em terrenos tão distantes e familiares em simultâneo.

Em ambos os terrenos e, no decurso do trabalho de campo, os registos visuais desempenharam um auxilio valioso no registo de momentos, espaços, culturas materiais, patrimónios, pessoas, etc. Perdi a conta às inúmeras fotografias tiradas quer entre 2004-2005 quer entre 2008-2010.

Foi-me solicitado no âmbito de uma Mostra Fotográfica a escolha de fotografias que de alguma forma fossem representativas dos meus terrenos. A escolha não foi fácil, pois de entre centenas há que fazer uma selecção criteriosa.
 Ficam aqui duas de cinco.

1) Há muitas histórias para contar sobre a mesma. Assim à primeira vista pode parecer algo desinteressante mas, e se eu vos disser que esta foto representa parte de uma longa narrativa associada à ‘Luta da Água’ que ocorreu na Madeira na década de 60. Que o canal mais largo pertence ao estado e que o canal mais pequeno foi construido por uma comissão de heréus (regantes) com o objectivo de transportar a sua água. Há tanto, tanto para contar…

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2) A foto que se segue pertence ao meu 2º terreno situado na mesma área geográfica. Se antes a memória da água foi rainha, se analisei conflitos e práticas diárias de uma comunidade de regantes, no segundo momento debruçar-me-ia sobre a patrimonialização das levadas. Sobre isto há muito para falar. A tese de Doutoramento é apenas mais um exemplo.
(sobre a Foto: Levada do Rei, Madeira Walking Festival, janeiro de 2010).

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Mostra fotográfica ‘Os Terrenos da Antropologia’ em exibição no ISCSP

Estará patente entre os dias 14 e 30 de Outubro uma Mostra fotográfica “Os Terrenos da Antropologia“, no hall de entrada do ISCSP. A entrada é livre. Esta mostra fotográfica é uma iniciativa conjunta do MOBcid e da Unidade de Coordenação de Antropologia do ISCSP.

“O trabalho de campo é habitualmente referido como a característica mais distintiva da disciplina antropológica. A sua realização implica, desde logo, a necessidade de construção do terreno, um processo complexo, cuja exigência vai muito para além da escolha de um local. É uma experiência intersubjetiva, que pressupõe o envolvimento do antropólogo com espaços, acontecimentos e pessoas.

A mostra fotográfica ‘Os Terrenos da Antropologia’ evoca precisamente essa trilogia e a sua relevância. Nela estão reunidas quarenta e nove fotografias, que reproduzem nove terrenos antropológicos, em contextos nacionais e internacionais, rurais e urbanos, com grupos e culturas muito diversas, evidenciando dessa forma, as amplas possibilidades da abordagem etnográfica”.

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Antropologia, turismo de natureza e suas conexões – II

Levada da Ribeira da Janela

Levada da Ribeira da Janela

As áreas naturais desde há algum tempo  constituem alvo de atracção. Com o advento da modernidade, e consequente aumento do tempo livre e das viagens, os turistas visitam um pouco por todo o lado lugares diversos. Há um consenso generalizado de que o turismo nas áreas naturais é um segmento em expansão (Buckley, 2003; Hall e Boyd, 2005; Mehmetoglu, 2007a; Newsome et al, 2002). Fruto desta observação estão os materiais publicados sobre o tema (Eagles e McCool, 2000; Fredman et al, 2012; Fredman e Tyrväinen, 2011; Fredman et al 2009; Higham e Vistad, 2011;  Mehmetoglu 2007a, 2007b; Rinne e Saastamoinen, 2005; Tangeland, 2011).

Entre os vários conteúdos tratados sobre o turismo nos espaços naturais contam-se, por exemplo: 1) os visitantes nas áreas naturais, 2) as experiências tidas nos ambientes naturais, 3) a participação nas atividades, 4) os aspectos normativos relacionados com o desenvolvimento sustentável,  5) os impactos e o desenvolvimento sustentável; 6) a indústria turística e as suas relações com os vários actores; 7) as dimensões ecológicas, socioculturais, políticas e económicas; 8) interesses antropocêntricos associados às áreas naturais protegidas: manutenção da identidade nacional, protecção de recursos medicinais, preservação de culturas e tradições, e protecção da diversidade cultural; 9) relação entre as comunidades locais, as áreas naturais, a sua gestão e planeamento.

O interesse neste segmento turístico deve-se por um lado, ao interesse crescente pelo ambiente, e por outro, pelas preocupações em torno do desenvolvimento rural. Este tipo de actividade insere-se no âmbito do turismo alternativo, mais compatível com o ambiente do que com o turismo massificado (Holden 2003). O ambientalismo parece ser um dos motivos para o aumento da procura deste tipo de turismo.

O desenvolvimento do turismo em áreas adjacentes às áreas naturais protegidas assume diferentes formas em várias partes do globo. Higham e Vistad (2011) mencionam que o desenvolvimento do turismo associado à protecção das áreas naturais é considerado uma forma de gerar receitas, de criação de emprego e, ainda, uma forma de promover oportunidades de desenvolvimento económico para comunidades periféricas (Hall e Boyd, 2005).

Continua….

Alerta aos caminhantes: Levadas e veredas da ilha da Madeira

A  Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, em comunicado  de 23 de Maio de 2013, vem informar que os seguintes circuitos pedestres estão temporariamente encerrados:

Madeira:

• PR3 – Vereda do Burro (Pico do Areeiro – Ribeira das Cales) – NOVO;

• PR3.1 – Caminho Real do Monte (Ribeira das Cales – Monte) – NOVO;

• PR4 – Levada do Barreiro (Poço da Neve – Casa do Barreiro) – NOVO;

• PR 14 – Levada dos Cedros ( Fanal – Curral Falso);

Encontram-se em boas condições os seguintes percursos pedestres:

Madeira: • PR 1 – Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Pico Ruivo); 

• PR 1.1 – Vereda da Ilha (Pico Ruivo – Ilha); 

• PR 1.2 – Vereda do Pico Ruivo (Achada do Teixeira – Pico Ruivo); 

• PR 1.3 – Vereda da Encumeada (Pico Ruivo – Encumeada);

• PR 2 – Vereda do Urzal (Curral das Freiras – Boaventura) – NOVO;

• PR5 – Vereda das Funduras (Portela – Maroços); 

• PR 6 – Levada das 25 Fontes (Rabaçal – 25 Fontes);

• PR6.1 – Levada do Risco (Rabaçal – Risco);

• PR 7 – Levada do Moinho (Ribeira da Cruz – Lamaceiros);

• PR 8 – Vereda da Ponta de São Lourenço (Baia d´Abra – Cais do Sardinha); 

• PR 9 – Levada do Caldeirão Verde (Queimadas – Caldeirão Verde- Caldeirão do Inferno);

• PR 10 – Levada do Furado (Ribeiro Frio – Portela); 

• PR 11 – Levada dos Balcões (Ribeiro Frio – Balcões); 

• PR 12 Caminho Real da Encumeada (Boca da Corrida – Encumeada);

• PR 13 – Vereda do Fanal (Assobiadores – Fanal);

• PR 15 – Vereda da Ribeira da Janela (Curral Falso – Ribeira da Janela);

• PR 16 –  Levada Fajã do Rodrigues(Fajã da Amã – Ribeira da Janela);

• PR 17 – Caminho do Pináculo e Folhadal (Lombo do Mouro e Caramujo);

• PR 18 – Levada do Rei (Quebradas – Ribeiro Bonito);

• PR19 – Vereda do Paul do Mar (Prazeres – Paul do Mar;

• PR 20 – Vereda do Jardim do Mar (Prazeres – Jardim do Mar) – NOVO;

• PR 21 – Caminho do Norte  (Encumeada – Ribeira Grande) – NOVO; 

• PR 22 – Vereda do Chão dos Louros (Pico do Areeiro – Ribeira das Cales) – NOVO; 

• PR 23 – Levada da Azenha  (Azenha – Caminho Velho do Castelo) – NOVO; 

• Um percurso para todos (Queimadas – Pico das Pedras);

 

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