Antropologia, turismo de natureza e suas conexões – II

Levada da Ribeira da Janela

Levada da Ribeira da Janela

As áreas naturais desde há algum tempo  constituem alvo de atracção. Com o advento da modernidade, e consequente aumento do tempo livre e das viagens, os turistas visitam um pouco por todo o lado lugares diversos. Há um consenso generalizado de que o turismo nas áreas naturais é um segmento em expansão (Buckley, 2003; Hall e Boyd, 2005; Mehmetoglu, 2007a; Newsome et al, 2002). Fruto desta observação estão os materiais publicados sobre o tema (Eagles e McCool, 2000; Fredman et al, 2012; Fredman e Tyrväinen, 2011; Fredman et al 2009; Higham e Vistad, 2011;  Mehmetoglu 2007a, 2007b; Rinne e Saastamoinen, 2005; Tangeland, 2011).

Entre os vários conteúdos tratados sobre o turismo nos espaços naturais contam-se, por exemplo: 1) os visitantes nas áreas naturais, 2) as experiências tidas nos ambientes naturais, 3) a participação nas atividades, 4) os aspectos normativos relacionados com o desenvolvimento sustentável,  5) os impactos e o desenvolvimento sustentável; 6) a indústria turística e as suas relações com os vários actores; 7) as dimensões ecológicas, socioculturais, políticas e económicas; 8) interesses antropocêntricos associados às áreas naturais protegidas: manutenção da identidade nacional, protecção de recursos medicinais, preservação de culturas e tradições, e protecção da diversidade cultural; 9) relação entre as comunidades locais, as áreas naturais, a sua gestão e planeamento.

O interesse neste segmento turístico deve-se por um lado, ao interesse crescente pelo ambiente, e por outro, pelas preocupações em torno do desenvolvimento rural. Este tipo de actividade insere-se no âmbito do turismo alternativo, mais compatível com o ambiente do que com o turismo massificado (Holden 2003). O ambientalismo parece ser um dos motivos para o aumento da procura deste tipo de turismo.

O desenvolvimento do turismo em áreas adjacentes às áreas naturais protegidas assume diferentes formas em várias partes do globo. Higham e Vistad (2011) mencionam que o desenvolvimento do turismo associado à protecção das áreas naturais é considerado uma forma de gerar receitas, de criação de emprego e, ainda, uma forma de promover oportunidades de desenvolvimento económico para comunidades periféricas (Hall e Boyd, 2005).

Continua….

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Dia Mundia do Turismo ou World Tourism Day

Imagem

(Fonte: http://wtd.unwto.org/en)

 

No próximo dia 27 de Setembro celebra-se o Dia Mundial do Turismo, subjacente à temática “Turismo e água: proteger o nosso futuro comum”, a qual alerta para a importância e o contributo do sector turístico para a sensibilização relativamente à preservação da água.

Mais informações aqui.

 

“Antropologia e Turismo da natureza” Pós-graduação

Estão abertas as inscrições até 30 de Setembro da Pós-Graduação “Antropologia e Turismo de Natureza“.

Este curso tem por objectivos:
Proporcionar formação avançada nas áreas da Antropologia do Turismo, do Turismo da natureza, e Conservação da natureza, aplicadas ao trabalho prático e à investigação. Pós-graduação intensiva e de intersecção entre duas áreas principais: Turismo e Natureza. Será providenciada formação teórica bem
como componente prática e com interesse para as várias áreas disciplinares como o planeamento
turístico, as diferentes tipologias existentes, o turismo da natureza, os parques e as reservas naturais e nacionais, a sensibilização ambiental e a formação pedagógica ambiental.

Destinatários:
Todos os interessados em obter formação avançada na área do Turismo da natureza e da Gestão do Património Natural e da Natureza e suas aplicações: antropólogos, sociólogos, biólogos, profissionais do sector do turismo, e outros que queiram aprofundar/consolidar os seus conhecimentos e competências nestas áreas.

Plano curricular:
– Antropologia do Turismo
– Antropologia do Ambiente
– Planeamento e Gestão do Turismo
– Metodologia Avançada em Antropologia
– Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento
– Gestão de Parques e Reservas
– Percursos Pedestres e Segurança de Visitantes
– Turismo Rural e Natureza
– Turismo de Aventura e Sustentabilidade
– Gestão de Conflitos entre Comunidades e Vida Selvagem
– Direito do Ambiente
– Projecto de Investigação

Mais informações aqui ou por email para
iepg@iscsp.utl.pt ou filipafernandes1@gmail.com

Turismo nos espaços naturais

Hoje reflicto sobre o turismo nos espaços naturais e a sua relevância como produto estratégico.

O desenvolvimento do turismo em áreas adjacentes às áreas naturais protegidas assumem diferentes formas em várias partes do globo. Higham e Vistad (2011) mencionam que o desenvolvimento do turismo associado à protecção das áreas naturais é considerado uma forma de gerar receitas, de criação de emprego e, ainda, uma forma de promover oportunidades de desenvolvimento económico para comunidades periféricas.

Mas o que significa o turismo nos espaços naturais? Como se conceptualiza? Que importância assume dentro da Plano Estratégico Nacional para o Turismo? Quais os factores de competitividade? Existirão oportunidades de desenvolvimento e desafios?

Nova actualização situação percursos pedestres na Ilha da Madeira

A Direcção Regional de Florestas após levantamento efectuado no terreno, informa (comunicado de 02/09/2010) que se encontram temporariamente encerrados por motivos de segurança e em sequência dos incêndios, os seguintes percursos:
* PR7 – Levada do Moinho (Ribeira da Cruz – Lamaceiros)
* PR12- Caminho Real da Encumeada (Boca da Corrida – Encumeada)
* PR14- Levada dos Cedros (Fanal – Curral Falso)
* PR 17 – Caminho do Pináculo e Folhadal (Lombo do Mouro – Caramulo – Folhadal – Encumeada);
* PR 18 – Levada do Rei (Quebradas – Ribeiro Bonito);

Outros percursos estão igualmente encerrados de modo temporário:
* PR 1 – Vereda do Areeiro – (Pico do Areeiro – Achada do Teixeira)
* PR 1.1 – Vereda da Ilha (Achada do Teixeira -Ilha)
* PR 1.2 – Vereda do Pico Ruivo (Achada do Teixeira – Pico Ruivo)
* PR1.3 – Vereda da Encumeda (Pico Ruivo – Encumeda);
* PR2 – Vereda do Urzal (Curral da Freiras – Boaventura)
* PR11 – Vereda do Balções entre o Ribeiro Frio e os Balcões
* PR3 – Vereda do Burro (Pico do Areeiro – Ribeira das Cales)
* PR3.1 – Caminho Real do Monte (Ribeira das Cales – Monte)
* PR4 – Levada do Barreiro (Poço da Neve – Casa do Barreiro)

Actualização da situação dos circuitos pedestres

A Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais vem por intermédio do comunicado de 30/08/2010 informar que:
Estão temporariamente encerrados os seguintes circuitos pedestres (devido a trabalhos de manutenção):
• PR 1 Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Achada do Teixeira);
• PR 1.1 Vereda da Ilha (Achada do Teixeira – Ilha);
• PR 1.2 Vereda do Pico Ruivo (Achada do Teixeira – Pico Ruivo);
• PR 1.3 Vereda da Encumeada (Pico Ruivo – Encumeada);
• PR 7 Levada do Moinho (Ribeira da Cruz – Lamaceiros);
• PR 12 Caminho Real da Encumeada (Boca da Corrida – Encumeada);
• PR 11 Levada dos Balcões (Ribeiro Frio – Balcões);
• PR 14 Levada dos Cedros ( Fanal – Curral Falso);
• PR 17 Caminho do Pináculo e Folhadal (Lombo do Mouro – Caramujo – Folhadal – Encumeada);
• PR 18 Levada do Rei (Quebradas – Ribeiro Frio);

Os percursos pedestres seguidamente apresentados estão abertos e em boas condições:
• PR2 – Vereda do Urzal (Curral das Freiras – Boaventura) – NOVO;
• PR3 – Vereda do Burro (Pico do Areeiro – Ribeira das Cales) – NOVO;
• PR3.1 – Caminho Real do Monte (Ribeira das Cales – Monte) – NOVO;
• PR4 -Levada do Barreiro (Poço da Neve – Casa do Barreiro) – NOVO;
• PR5 Vereda das Funduras (Portela – Maroços);
• PR 6 Levada das 25 Fontes (Rabaçal – 25 Fontes);
• PR6.1 Levada do Risco ( Rabaçal – Risco) – NOVO;
• PR 8 Vereda da Ponta de São Lourenço ( Baia d´Abra – Cais do Sardinha);
• PR 9 Levada do Caldeirão Verde (Queimadas – Caldeirão Verde);
• PR 10 Levada do Furado ( Ribeiro Frio – Portela);
• PR 13 Vereda do Fanal (Assobiadores – Fanal);
• PR 15 Vereda da Ribeira da Janela (Curral Falso – Ribeira da Janela);
• PR19 Vereda do Paul do Mar (Prazeres – Paul do Mar);
• Um percurso para todos: Queimadas – Pico das Pedras;

Passeando na Levada do Rei

Em São Jorge existe um percurso bastante aprazível para todos: a Levada do Rei.
Este percurso, um dos recomendados pelo governo regional, tem a vantagem de ser diversificado, com paisagem rural (de São Jorge e de Santana), algumas secções em eucaliptal, e outras dentro da Floresta Laurissilva, em especial, junto ao Ribeiro Bonito. Aí a água é cristalina, e o espaço está rodeado por Tis (Ocotea foetens), Loureiros (Laurus azorica) e Vinháticos (Persea indica) que servem de casa aos Bis-bis (Regulus ignicapillus maderensis), Tendilhões (Fringilla coelebs maderensis) e outras aves conhecidas da fauna madeirense.
Numa extensão de 10,2 km, qualquer um poderá desfrutar dos encantos, cheiros, cores e paisagens de um lugar na costa norte. O percurso é circular, começando na estação de tratamento de águas, indo à madre da Levada no Ribeiro Bonito, e regressando-se pelo mesmo trajecto.