1ª edição Pós-Graduação Turismo e Desenvolvimento Local

Pretende adquirir ou actualizar competências sobre o turismo e o desenvolvimento local? Quer aprender sobre os principais modelos, estratégias e ferramentas de planeamento e gestão do turismo em contextos locais?

O período de candidaturas para a 1ª edição da Pós-Graduação Turismo e Desenvolvimento Local (2018-2019) na Universidade de Lisboa está aberto até ao dia 01 de Outubro.
Mais informações aqui.

 

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Novo livro: “Antropologia e Turismo: teorias, métodos e praxis

Foi publicado ontem, e em regime de open acess, um novo livro produzido pelo Doutor Xerardo Pereiro e por mim. O prefácio foi escrito pelo Doutor Noel B. Salazar.

O livro está disponível em:
http://www.pasosonline.org/es/colecciones/pasos-edita/151-numero-20-antropologia-e-turismo

Resumo:
“Este livro oferece um panorama teórico, metodológico e prático dos debates antropológicos sobre o turismo. Resultante de um longo trabalho docente e de pesquisa, Xerardo Pereiro e Filipa Fernandes apresentam neste livro uma visão crítica e complexa do turismo, e também, como o turismo é assunto de interesse para os antropólogos. Concebido na forma de um manual universitário, pedagógico e didático, na primeira parte apresenta-se uma breve introdução à antropologia, o que permitirá compreender os conteúdos presentes na segunda parte do livro, centrados na relação entre a antropologia e o turismo, na qual se abordam questões chave como a invenção sociocultural e sociohistórica do turismo; o turismo como intercâmbio sociocultural; os sentidos e os significados das experiências turísticas; as relações entre turismo, cultura e patrimónios culturais; o turismo como produtor de imagens e imaginários; o turismo como um campo de relações de poder; os efeitos do turismo sobre os recetores, os visitantes e outros agentes do sistema turístico; o turismo responsável e a moralização do turismo; e finalmente, o papel da antropologia do turismo em Portugal”.

Lisboa, o turismo e as gentes

“Lisboa está na moda”. Os media, os operadores turísticos, passando pelos hoteleiros até aos actores responsáveis pelo sector, são unânimes em atestar a popularidade da cidade demonstrada pelo aumento do número de turistas na Área Metropolitana de Lisboa. A crescente popularidade da capital portuguesa valeu-lhe um conjunto de prémios atribuídos pelos World Travel Awards. A proliferação de short-breaks e o aumento do número de voos low costs no Aeroporto de Lisboa têm sido apontados como factores potenciadores do aumento do turismo na capital portuguesa. O Observatório do Turismo de Lisboa refere que o turismo em 2017 está em alta, ultrapassando valores registados em 2016.

Mas aparte os valores estatísticos e as contagens de receitas turísticas, onde ficam as gentes? Os visitantes e os visitados?

Há cerca de ano e meio procuro investigar este processo de transformação de lugares em territórios turísticos, nomeadamente, alguns lugares da cidade de Lisboa. Sabendo que muitos turistas procuram estes lugares pela proximidade de uma experiência local, ou seja, viver como um local (com tudo o que isso possa acarretar),  qual a consequência que isto representa para a sua experiência? Por outro lado, como lidarão os visitantes com esta crescente apetência?

Lêem-se nos jornais muitas notícias contraditórias, umas em prol do fenómeno turístico, outras dando conta das inúmeras alterações registadas no centro histórico. Alguns residentes queixam-se não dos turistas, mas da forma como tudo isto tem vindo ou não a ser gerido. Outros há que consideram que os turistas perturbam o seu espaço. Alguns queixam-se do barulho, da invasão de privacidade. Em muitas paredes podem ler-se mensagens contra o turismo. Nas ruas ouvem-se queixas de que “um  destes dias eles vêm aqui e serão só turistas; turistas para ver turistas”.

Mas uma coisa é certa, as mudanças que se têm verificado, trarão consequências a muitos níveis.

Cenas dos próximos capítulos……

 

 

 

 

Atualização percursos pedestres recomendados

“A Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza informa, que de acordo com o levantamento efetuado até ao momento, e sem prejuízo de atualizações futuras, os percurso pedestre PR 12 Caminho Real da Encumeada (Boca da Corrida – Encumeada), encontra-se, temporariamente encerrado por questões de segurança, devido à ocorrência de uma grande derrocada e consequente desabamento da vereda, impossibilidade a passagem de caminhantes”.

 

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Atualização -Percursos pedestres recomendados ilha da Madeira

“A Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza informa que, de acordo com o levantamento efetuado até ao momento, e sem prejuízo de atualizações futuras, já se encontra transitável a vereda oeste (pelos túneis) referente ao percurso pedestre PR 1 Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Pico Ruivo). Refira-se, no entanto, que a vereda este (pelo Pico das Torres) mantém-se encerrada“.

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(In)segurança, incúria e imagem das levadas

Desde que iniciei os meus trabalhos de investigação dedicados às levadas da ilha da Madeira fui confrontada com aspectos  relacionados com a (in)segurança das levadas. Na Madeira sabemos desde tenra idade quão perigoso é estar na montanha, quão perigosas poderão ser algumas levadas. Ainda assim, percebi que muitos turistas calcorreavam os montes para seu próprio deleite. O risco sempre esteve presente nas caminhadas, faz parte da adrenalina associada à actividade.

Já aqui escrevi/deixei algumas notas respeitantes a este assunto, porém, alguns anos volvidos, o assunto continua actual. Parece não ter fim ou haver solução à vista. Infelizmente o número de vidas daqueles que visitam a ilha  vai diminuindo à custa desta (in)segurança e da incúria. Ontem faleceu mais um turista. A pergunta é até quando irão acontecer estas situações? Quando é que existirá um modelo de gestão mais eficaz?

É que estas situações no seu conjunto vão deixando marcas não apenas no funcionamento do mercado turístico, como também, na imagem da região.