leezh-BOH-ah Fotografias de Carlos Filipe Maia e os meus olhares sobre o seu olhar

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Estará patente 18 de Setembro, de segunda a sexta, das 10h00 às 18h00 na K Galeria (Rua da Vinha, 43A no Bairro Alto, em Lisboa)a exposição leezh-BOH-ah, de Carlos Filipe Maia e In absentia, de Rui Bernardino.

“No culminar de mais um ano lectivo do Kmaster – curso tutorial da Kameraphoto, o colectivo apresenta uma exposição dedicada aos trabalhos desenvolvidos desde Outubro de 2012 e agora concluídos. Estes projectos são o resultado de um ano de trabalho dos participantes e de acompanhamento por parte dos fotógrafos do colectivo. Os trabalhos expostos, dos fotógrafos Rui Bernardino e Carlos Filipe Maia, debruçam-se sobre duas realidades distintas. Rui Bernardino, no trabalho In absentia, explorou os universos obscuros e escondidos da terceira idade que vive sozinha nos centros urbanos. Recolhe os detalhes que insinuam uma existência incerta entre o que perdura e o que já não se encontra mais, criando um espaço ambíguo entre o passado e o presente, entre a vida e a morte. Carlos Filipe Maia, com leezh-BOH-ah, investe num campo díspar. Passeia pelas ruas de Lisboa, misturando-se com os grupos de turistas da capital, captando o inusitado, o improvável, fazendo-o sem contudo cair no grotesco e no gratuito de olhar satiricamente os outros. Os dois trabalhos, expostos frente a frente, pretendem estabelecer um confronto que revele, por contraste, a dimensão bem própria e individual de cada um, estabelecendo diálogos entre os que percorrem a cidade sob as oscilações das luzes das várias estações e os que se debruçam sobre as memórias sombrias de outrora”.

leezh-BOH-ah – FOTOGRAFIAS DE CARLOS FILIPE MAIA

Nota biográfica ao autor:

Nasceu em Lisboa em 1962. É funcionário público municipal.

Licenciado em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa, começou a fotografar na adolescência. Interrompeu diversas vezes e por longos períodos.

Nos últimos dois anos regressou à fotografia, incentivado por Nikos Economopoulos, da Magnum Photos. Em 2012-2013 frequentou o kmaster – curso tutorial de fotografia do colectivo [kameraphoto].

cafima@gmail.com

 

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“O olhar é parte integrante das experiências turísticas. Olhar a paisagem, o outro, as culturas locais. Mas este olhar também pode ser contemplado de ‘fora’, isto é, os anfitriões desenvolvem olhares construídos pela diferença, em que se transpõem actividades sociais e signos localizados em práticas turísticas específicas.

O cuidado trabalho apresentado por Carlos Filipe Maia reporta-se a este olhar, o do turista, o outro, que visita Lisboa, mas também, o do anfitrião, o fotógrafo, que ao caminhar e observar as cenas ocorridas em espaços diversos da capital portuguesa, deixa antever diálogos e trânsitos culturais.

As fotografias expõem um roteiro conducente a uma viagem pela cidade lisboeta, mostrando algumas das principais atracções turísticas, nas quais o outro, durante as suas experiências, interage no sistema turístico. Cada uma das fotografias exibe as várias dimensões do turismo. Filipa Fernandes”.

 

 

 

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