XII Congresso de Antropologia – ‘Lugares, Tempos, Memórias’

O XII Congresso de Antropologia da Federação de Associações de Antropologia do Estado Espanhol (F.A.A.E.E.) vai realizar-se em Léon, nos dias 06-09 de Setembro de 2011.

Subordinado ao tema: Lugares, Tempos e Memórias. A Antropologia Ibérica no século XXI, este congresso apresentará um conjunto de simpósios e de mesas de trabalho muito diversificadas que tendem a abranger o que de mais actual se faz e produz na antropologia ibérica. O enquadramento teórico do congresso pode ser visualizado aqui.

A este propósito aproveito para comunicar que fui aceite no simpósio intitulado “Turismo, Património e Identidade. um intercâmbio narrativo“, coordenado por Llorenç Prats e Agustín Santana, com o paper: ” A Costa da Laurissilva: a produção de um destino turístico-cultural“.

Deixo aqui o resumo aceite:
«O propósito desta comunicação centra-se na análise da construção de um sub-destino turístico, localizado na costa norte da Ilha da Madeira, comummente designado por ‘Costa da Laurissilva’.
Este espaço, que está a ser alvo de uma promoção e desenvolvimentos diferenciados por parte de alguns municípios, é rico em discursos patrimoniais em torno da paisagem cultural associada à agricultura, práticas de regadio e à floresta Laurissilva (Património Mundial pela UNESCO). Por outro lado, novas práticas turísticas impõem-se, aliadas às exigências dos consumidores, reveladoras de novos produtos turísticos associados ao ecoturismo, turismo de aventura, turismo de natureza que estão sendo produzidos de acordo com as estratégias e normativas do Plano de Ordenamento Turístico regional (POT), como por exemplo, o canyoning e os passeios pedestres nas levadas e veredas. A inclusão do património local no mercado turístico regional é sinónima de comodidades utilizadas para a satisfação do mundo contemporâneo e ainda, como um recurso económico, retratando assim a multiplicidade da oferta turística em especial nas áreas rurais: turismo natureza, ecoturismo, turismo cinegético, turismo activo, turismo cultural, enoturismo, etc.
Paralelamente, o crescimento nestas áreas rurais de produtos associados à cultura e património tem concomitantemente uma importância significativa já que ambos têm vindo a ser usados para a promoção rural e o desenvolvimento local com vista à solução dos processos de desruralização.
Procurar-se-á responder a um conjunto de questões, como por exemplo: Como está a ser produzido localmente o destino? Poderá a valorização deste sub-destino criar aumentar os fluxos turísticos nesse espaço? Quais as estratégias de desenvolvimento local implicadas na promoção? Quais as motivações e experiências turísticas tidas no lugar? Estarão as campanhas promocionais definidas e difundidas nos melhores canais? »

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