Passeando na Levada do Rei

Em São Jorge existe um percurso bastante aprazível para todos: a Levada do Rei.
Este percurso, um dos recomendados pelo governo regional, tem a vantagem de ser diversificado, com paisagem rural (de São Jorge e de Santana), algumas secções em eucaliptal, e outras dentro da Floresta Laurissilva, em especial, junto ao Ribeiro Bonito. Aí a água é cristalina, e o espaço está rodeado por Tis (Ocotea foetens), Loureiros (Laurus azorica) e Vinháticos (Persea indica) que servem de casa aos Bis-bis (Regulus ignicapillus maderensis), Tendilhões (Fringilla coelebs maderensis) e outras aves conhecidas da fauna madeirense.
Numa extensão de 10,2 km, qualquer um poderá desfrutar dos encantos, cheiros, cores e paisagens de um lugar na costa norte. O percurso é circular, começando na estação de tratamento de águas, indo à madre da Levada no Ribeiro Bonito, e regressando-se pelo mesmo trajecto.

Listagem dos percursos pedonais alterada

De acordo com as informações contidas no site do Turismo da madeira, a listagem dos percursos pedonais recomendados da Madeira foi sujeito a alterações. Neste sentido, transcrevo aqui a noticia publicitada (no dia 18/08/2010) na íntegra.

“De acordo com um despacho conjunto homologado pela SRTT | Secretaria Regional do Turismo e Transportes e SRA | Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais informamos que:

* O projecto TOURMAC – Turismo de Pedestrianismo e Desenvolvimento Sustentável, enquadrado na Iniciativa Comunitária INTERREG III B Madeira – Açores – Canárias, promoveu a realização de um inventário dos serviços, do património cultural e do meio envolvente de cada percurso, bem como a análise e catalogação dos percursos pedestres recomendados;

* Este projecto consistiu inicialmente na recuperação de 17 percursos pedestres (14 deles localizados na ilha da Madeira e 3 na ilha do Porto Santo), tendo sido financiado pelo Programa Operacional Plurifundos da RAM (POPRAM III), e foi sujeito recentemente a alterações resultantes das conclusões do inventário realizado;

* Com a conclusão do referido inventário, produzido com base no parecer da Comissão de Acompanhamento dos Percursos Pedonais Recomendados na RAM e na conclusão da beneficiação, foi necessário proceder à alteração do Anexo I – Lista dos Percursos Pedonais Recomendados do Decreto Legislativo Regional n.° 7-B/2000, de 20 de Março, substituindo-a pela seguinte lista:

Madeira:

* PR1 – Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Pico Ruivo);
* PR1.l – Vereda da Ilha (Pico Ruivo – Ilha);
* PR1.2 – Vereda do Pico Ruivo (Achada do Teixeira – Pico Ruivo);
* PR1.3 – Vereda da Encumeada (Pico Ruivo – Encumeada);
* PR2 – Vereda do Urzal (Curral das Freiras – Boaventura) – NOVO;
* PR3 – Vereda do Burro (Pico do Areeiro – Ribeira das Cales) – NOVO;
* PR3.1 – Caminho Real do Monte (Ribeira das Cales – Monte – NOVO;
* PR4 -Levada do Barreiro (Poço da Neve – Casa do Barreiro) – NOVO;
* PR5 – Vereda das Funduras (Portela – Maroços)- NOVO;
* PR6 – Levada das 25 Fontes (Rabaçal – 25 Fontes);
* PR6.1 – Levada do Risco (Rabaçal – Risco);
* PR7 – Levada do Moinho (Ribeira da Cruz – Lamaceiros);
* PR8 – Vereda da Ponta de São Lourenço (Baia d´Abra – Cais do Sardinha);
* PR9 – Levada do Caldeirão Verde (Queimadas – Caldeirão Verde – Caldeirão do Inferno);
* PR10 – Levada do Furado (Ribeiro Frio – Portela);
* PR11 – Vereda dos Balcões (Ribeiro Frio – Balcões);
* PR12 – Caminho Real da Encumeada (Boca da Corrida – Encumeada – Ribeira Grande);
* PR13 – Vereda do Fanal (Assobiadores – Paul da Serra – Fanal);
* PR14 – Levada dos Cedros (Fanal – Curral Falso);
* PR15 – Vereda da Ribeira da Janela (Curral Falso – Ribeira da janela);
* PR16 – Levada da Fajã do Rodrigues (Fajã da Amã – Ribeira da Janela);
* PR17 – Caminho do Pináculo e Folhadal (Lombo do Mouro – Caramujo – Folhadal – Encumeada);
* PR18 – Levada do Rei (Quebradas – Ribeiro Bonito);
* PR19 – Caminho Real do Paul do Mar (Prazeres – Paul do Mar);
* PR20 – Vereda do Jardim do Mar (Prazeres – Jardim do Mar);

Porto Santo:

* PR21 – Vereda do Pico Branco e Terra Chã (ER 111 – Terra Chã);
* PR22 – Vereda do Pico do Castelo (Moledo – Pico do Castelo);
* PR23 – Vereda do Calhau (Fonte da Areia – Calhau)”

Do Poço do Risco às 25 fontes

De novo o Rabaçal, mas desta vez, com amigos nadadores, num dia dedicado ao lazer e ao convívio. Todavia, o Rabaçal, não é um espaço linear, ou seja, quem pense neste local tem necessariamente de se referir aos vários percursos ali existentes (PR6 – levada das 25 fontes, PR 6.1. Levada do Risco, levada da rocha vermelha…).

Ontem foi a vez do Poço do Risco e da levada das 25 fontes.
Caminhámos primeiro em direcção ao miradouro, sempre junto à levada do risco. Aí observamos as maravilhas da natureza: um poço esculpido no espaço e no tempo, vestígios da paisagem humanizada (túnel, mainél da levada e levada).
Depois calcorreamos a levada das 25 fontes até chegar à lagoa, abraçada por vegetação densa, um local de banhos para uns, local de contemplação para outros.

O início da construção da levada das 25 fontes data de 1835. Vinte anos mais tarde, em 1855, correram ali as águas pela primeira vez, passando do Norte para o Sul e possibilitando o aproveitamento agrícola de muitos terrenos que ainda se encontravam incultos no concelho da Calheta

Descendo o Galhano até avistar o mar na Ribeira da Janela

Ontem foi dia de outro passeio, a cereja no topo do bolo!
Exigente, difícil, espectacular, propício a muitas leituras, e adequado somente a verdadeiros caminheiros. Num percurso de 23 km (uma distância perfeita para quem se quer tornar numa ‘hard walker’) pude contemplar paisagens variegadas.
Iniciamos o percurso na Fonte de Bispo, descemos o Galhano, caminhámos até à madre da levada da Ribeira da Janela (outra levada estatal). Após curta pausa para comer algo, seguimos caminho, passando por 8 túneis, alguns algo sinuosos, até ao final do percurso. Pura adrenalina!

Do planalto aos lagos

A cada dia que passa, a minha terra surpreende-me cada vez mais. Em cada caminhada, descubro novos lugares, recantos, imagens, sons e cheiros. São tantos os lugares, que temo não conseguir enumerar todos.
Hoje caminhei no planalto do Paúl da Serra, tocando em alguns cantos do Rabaçal, trilhando levadas (três) e veredas até alcançar os chamados Lagos da Madeira, ou poças no entender de alguns.
Numa caminhada moderada, de quase 11 km, pude contemplar formações rochosas, lagoas, quedas de água, e levadas com algumas diferenças entre elas (a levada do Paúl, a levada velha do Urzal e a levada nova do Urzal). Ao percorrer o trilho, fui desafiada por diferentes tipos de terreno, desde levadas planas até secções de montanha, localizadas em plena floresta Laurissilva.
Recomendo vivamente esta aventura.

uma manhã nos Maroços

A levada dos Maroços, uma das muitas levadas existentes na costa sul da ilha da Madeira, deixa transparecer o quotidiano e ritmos da vida rural madeirense.
Adequada a todas as idades, plana, sem perigos eminentes, e num total de 7 km, a levada revela alguns segredos para aqueles que não familiarizados com as práticas culturais de regadio e as práticas agrícolas tradicionais.
Ao longo do percurso podemos contemplar as vistas do vale de Machico e a flora madeirense. O percurso tem início nos Maroços, terminando na Ribeira Seca.

Trilhando a Baía d’Abra

Novo dia, novo passeio. Desta vez ao extremo este da ilha da Madeira para percorrer a vereda da Ponta de São Lourenço.
Num percurso de 8 km aproximadamente, percorre-se a Ponta de São Lourenço, a península mais a Este da Ilha da Madeira, baptizada com o nome da caravela de João Gonçalves de Zarco, um dos três descobridores da ilha da Madeira, que ao aproximar-se deste local gritou à nau de seu comando “Ó São Lourenço, chega!”.

De origem vulcânica, na sua maioria basáltica, esta península oferece também, formações de sedimentos calcários. No seu seguimento temos dois ilhéus: o ilhéu da Cevada, da Metade ou dos Desembarcadouros, e o ilhéu da Ponta de S. Lourenço, do Farol ou de Fora.
Um pouco depois do início do trilho, aparece o “muro de pedra da Baía d’Abra”, dividindo assim toda a área pertencente ao Governo Regional (integrando o Parque Natural da Madeira) da parte particular.
“A península está classificada de reserva natural parcial e o ilhéu do Desembarcadouro de reserva natural integral. Toda a área terrestre e a área marinha adjacente à costa Norte, até à profundidade dos 50 m, integram a rede europeia de sítios de importância comunitária – Rede Natura 2000″.

Ali o clima é semi-árido, sendo que a exposição aos ventos do norte determina o desenvolvimento da vegetação rasteira e ausência de árvores, panorama diferenciado dos restantes espaços da ilha, constituindo-se assim um verdadeiro património natural.

A casa do Sardinha é o local onde estão sediados os Vigilantes da Natureza do serviço do Parque Natural da Madeira, responsável pela vigilância desta área.

Actualização situação percursos pedestres na ilha da Madeira

A SRA – Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, em comunicado divulgado no dia 16/08/10, informa que se encontram temporariamente encerrados, devido à destruição de varandins de protecção e do próprio pavimento, os seguintes circuitos pedestres:

• PR 1 Vereda do Areeiro (Pico do Areeiro – Achada do Teixeira);
• PR 1.1 Vereda da Ilha (Achada do Teixeira – Ilha);
• PR 1.2 Vereda do Pico Ruivo (Achada do Teixeira – Pico Ruivo);
• PR 1.3 Vereda da Encumeada (Pico Ruivo- Encumeada);
• PR 7 Levada do Moinho (Ribeira da Cruz- Lamaceiros);
• PR 12 Caminho Real da Encumeada (Boca da Cirrida – Encumeada);
• PR 14 Levada dos Cedros ( Fanal – Curral Falso);
• PR 17 Caminho do Pináculo e Folhadal (Lombo do Mouro – Caramujo – Folhadal – Encumeada);
• PR 18 Levada do Rei (Quebradas – Ribeiro Frio)

A SRA – Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais atráves da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A, em comunicado divulgado no passado dia 02/06/10, informa que a levada designada ‘Levada Calheta – Ponta do Sol’, no troço compreendido entre a Cova do Arco e o Carvalhal, está interditada ao público em geral, por motivos de segurança, em resultado dos trabalhos de recuperação a que a mesma está a ser sujeita. A conclusão dos trabalhos está prevista para o dia 31 de Janeiro de 2011.

Captar as vistas no Porto da Cruz

Hoje foi dia de mais um passeio pedestre de 6 km.
Calcorreei uma secção da Levada do Castelejo, situada na costa nordeste da Ilha da Madeira, junto ao Porto da Cruz. Local onde abunda a vida rural, avistei retratos das montanhas que rodeiam esse local bem como a Penha de Águia.
Pelo caminho, bastante movimentado de turistas e caminheiros (alguns desviados de programas habituais devido aos incêndios dos últimos dias que assolaram as serranias do Funchal) apreciei as cadências da vida rural, mirando culturas e práticas agrícolas, e alguns elementos da flora madeirense. Ali a rega é efectuada como em muitos outros locais madeirenses, contudo, os ‘roubos’ habituais persistem, quer sejam em levadas estatais, como em levadas de heréus.

em direcção ao Fanal

Hoje regressei ao terreno.
Inserida num passeio organizado por uma empresa de animação turística local, percorri o percurso 13: vereda do Fanal, ou ‘Fanal-Assobiadores’, num total de 10,8km.

O trilho insere-se em área de coberto florestal originário da Madeira, a floresta Laurissilva classificada de Património Mundial Natural pela UNESCO, desde Dezembro de 1999 e integrante da Rede Europeia de Sítios de importância Comunitária – Rede Natura 2000.

O percurso inicia-se na Estrada Regional 209, no planalto do Paul da Serra (Assobiadores) e finda, junto ao Posto Florestal do Fanal. Há possibilidade de aceder à Freguesia da Ribeira da Janela através dos percursos PR 14 Levada dos Cedros e PR15 Vereda da Ribeira da Janela.

Variado e com excelentes vistas, caminhei sempre em vereda, ora subindo ora descendo, serpenteando as encostas do vale do Rabaçal e do Chão da Ribeira. Fui ainda presenteada com avistamentos do Bis-Bis, uma pequena ave endémica da Madeira.
E quase no final da caminhada, dirigi-me para o sítio do Fio, onde pude observar a instalação de cabos para transporte de lenha e matos recolhidos na zona do Fanal, para a act¡vidade agro-pecuária dos habitantes do Chão da Ribeira e Seixal.


(um Til milenar)